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sexta-feira, 30 de maio de 2014

O tempo ao contrário



Um dia fui fazer uma cópia de chave em uma pequena loja próxima a minha casa. Enquanto o profissional trabalhava na chave, observei um relógio estranho na parede. O danado marcava as horas ao contrário. Os ponteiros giravam no sentido anti-horário, e a numeração também era inversa.
Fiquei imaginando que seria interessante podermos fazer voltar o tempo como esse relógio aí, e dar a volta de ré na vida, tão bem retratado no filme ‘O estranho caso de Benjamin Button’.
Porque seria muito bom poder desatar alguns nós dados no transcorrer da caminhada, que muitas vezes fizemos sem querer. Não somos infalíveis, por isso erramos. E esses erros nos dão alguns dissabores lá na frente, que gostaríamos demais de não os ter.
Mas, infelizmente, este relógio não pode realizar esse milagre.




sexta-feira, 7 de março de 2014

Uma homenagem a todas as mulheres que deixam no espelho suas esperanças.

Olhei no espelho
O reflexo dizia que ali estava,
ainda uma bela mulher.
Em seus últimos momentos de beleza,
mas, com certeza,
Não era feliz.
A vida assim o quis.
Coloquei um vestido,
daqueles que eu usava
em minha distante juventude,
e na quietude
uma valsa dancei.
E pensei,
danço sozinha,
porque solitária eu sou
nos caminhos onde vou.
Enquanto dançava,
meus pensamentos
seguiam outras valsas,
em tempos, há muito passados,
e docemente lembrados,
que deixaram,
nos andares da memória,
uma história,
e lembranças,
que me seguirão para sempre.
No escurecer da existência,
o som morrendo nos acordes suaves,
a penumbra sorri para a noite.
E o vento num açoite,
não percebe os sons graves.
A leveza da música esmorece,
o coração acelera,
e o olhar entristece.
Silêncio.
O som para.
Olho ao redor,
ninguém viu, nem ouviu.
Apenas eu, e o tic tac do relógio.
Lá fora a vida segue,
com seus sons da vida alheia.
E eu, dou adeus,
aos meus últimos momentos de mocidade,
que fenecem,
na saudade.
O vento segue soprando forte,
e eu sigo minha sorte.
A vida assim o quer,
mas ainda me sinto
uma bela mulher.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Sem rumo

Nem sei se é acertado
Viver sempre, assim, sonhando
Pelos caminhos vagando
Olhando o céu estrelado
Mas, a vida vai passando
E o sentido dela também
Sem carinho de ninguém
E sem ninguém me esperando
Só queria realizar
Este sonho vagabundo
Que se perdeu pelo mundo
Num solitário  vagar
Procurando pela estrada
Que leva à felicidade
Perdi, assim, a vontade
De pelo sonho lutar
Minha estrada ficou escura

Não sei como me guiar.

(Apenas a Dor do Depois - 2013)

domingo, 19 de janeiro de 2014

Pensamento



Não existe meio, mas formas e conceitos diferentes no viver de cada um. Pobres ou ricos, apenas seres humanos, seguindo por um único caminho que leva sempre ao mesmo lugar.
Paola Rhoden
pensador.info

quinta-feira, 14 de novembro de 2013


Autografando em Santa Catarina

A brisa e a poesia

As folhas do meu jardim,
na brisa brincalhona,
agitam suavemente.
Prestando atenção eu vi,
em cada movimento
uma mensagem veemente
enviada ao coração,
que vibra docemente,
ao trinar do bem-te-vi.
Pensamento vem à mão
tocado pela mente
do poeta brincalhão.
E no crescer da grama acontece,
o assovio do vento oeste,
trazendo a chuva faceira,
que em pingos macios semeia
a vida do verde em mim,
cantando pra luz do leste,
as flores do meu jardim.