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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Um Anjo no Horizonte


U m sopro de vento no ar,
M eu olhar no por do sol

A í vejo só as asas,
N o brilho em frente a mim
J amais vi algo assim

O vôo Dele sobre as casas.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Fazer o mundo sorrir

Acho que o mundo sorri
Para os que sabem viver
Não se apegam só em ter
E sabem perfeitamente
Que a força de nossa mente
Não para de construir

Pra esses, tenho certeza
Tudo se acerta com jeito
E o que já vem com defeito
É difícil consertar
Mas não nos custa tentar
Com jeitinho e com leveza

Em tudo que está por vir
Olhando com o coração
E a força de nossas mãos
Podemos dar molde certo
No sonho que está por perto
Fazendo o mundo sorrir








sexta-feira, 30 de maio de 2014

O tempo ao contrário



Um dia fui fazer uma cópia de chave em uma pequena loja próxima a minha casa. Enquanto o profissional trabalhava na chave, observei um relógio estranho na parede. O danado marcava as horas ao contrário. Os ponteiros giravam no sentido anti-horário, e a numeração também era inversa.
Fiquei imaginando que seria interessante podermos fazer voltar o tempo como esse relógio aí, e dar a volta de ré na vida, tão bem retratado no filme ‘O estranho caso de Benjamin Button’.
Porque seria muito bom poder desatar alguns nós dados no transcorrer da caminhada, que muitas vezes fizemos sem querer. Não somos infalíveis, por isso erramos. E esses erros nos dão alguns dissabores lá na frente, que gostaríamos demais de não os ter.
Mas, infelizmente, este relógio não pode realizar esse milagre.




sexta-feira, 7 de março de 2014

Uma homenagem a todas as mulheres que deixam no espelho suas esperanças.

Olhei no espelho
O reflexo dizia que ali estava,
ainda uma bela mulher.
Em seus últimos momentos de beleza,
mas, com certeza,
Não era feliz.
A vida assim o quis.
Coloquei um vestido,
daqueles que eu usava
em minha distante juventude,
e na quietude
uma valsa dancei.
E pensei,
danço sozinha,
porque solitária eu sou
nos caminhos onde vou.
Enquanto dançava,
meus pensamentos
seguiam outras valsas,
em tempos, há muito passados,
e docemente lembrados,
que deixaram,
nos andares da memória,
uma história,
e lembranças,
que me seguirão para sempre.
No escurecer da existência,
o som morrendo nos acordes suaves,
a penumbra sorri para a noite.
E o vento num açoite,
não percebe os sons graves.
A leveza da música esmorece,
o coração acelera,
e o olhar entristece.
Silêncio.
O som para.
Olho ao redor,
ninguém viu, nem ouviu.
Apenas eu, e o tic tac do relógio.
Lá fora a vida segue,
com seus sons da vida alheia.
E eu, dou adeus,
aos meus últimos momentos de mocidade,
que fenecem,
na saudade.
O vento segue soprando forte,
e eu sigo minha sorte.
A vida assim o quer,
mas ainda me sinto
uma bela mulher.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Sem rumo

Nem sei se é acertado
Viver sempre, assim, sonhando
Pelos caminhos vagando
Olhando o céu estrelado
Mas, a vida vai passando
E o sentido dela também
Sem carinho de ninguém
E sem ninguém me esperando
Só queria realizar
Este sonho vagabundo
Que se perdeu pelo mundo
Num solitário  vagar
Procurando pela estrada
Que leva à felicidade
Perdi, assim, a vontade
De pelo sonho lutar
Minha estrada ficou escura

Não sei como me guiar.

(Apenas a Dor do Depois - 2013)